Revista Marie Claire

Pés em Paz

midia_maire_claire1Um banho perfeito

Não basta lavar bem os pés diariamente para manter uma higiene adequada. A podóloga paulista Nanci Tavares – especialista que cuida da saúde dos pés (não confundir com pedicure) recomendam que se escovem as unhas (pode ser uma escova de dentes) e lixem as calosidades (prefira as lixas de madeira ou pedra pomes e evite os instrumentos de metal que costumam enferrujar).

Para boa saúde é fundamental secar os pés totalmente. Escolha então uma toalha fina e bem absorvente, e de preferência use um secador de cabelos nas unhas. Se isso der muito trabalho, permaneça por meia hora com os pés livres, tempo suficiente para uma boa ventilação. Não é recomendável, portanto, sair do banho, enxugar os pés rapidamente e colocá-los de imediato dentro dos sapatos, porque fungos e bactérias encontram ambiente propício para proliferação em locais úmidos. Resultando uma incômoda micose.

É hora de cortar as unhas

Um hábito que exige apenas uma tesoura e uma lixa de papel. Apare as unhas a cada 20 ou 30  dias, deixando-as retas e curtas, na altura da pele. É errado cortar os cantos porque eles tem uma função de proteger as pontas dos dedos. Cortes oblíquos ou arredondados causam unhas encravadas. Evite tirar a cutícula, pois ela é a única defesa contra os agentes invasores, como fungos ou bactérias: no máximo, empurre-a com uma espátula. Evite o esmalte, já que o removedor causa descamação da superfície da unha.

Maior exigência com os sapatos

Regra número um: que sejam absolutamente confortáveis de forma que o dedo não fique “empurrando” o vizinho, e que respeitam o formato dos pés. Conclusão: os dedos tem espaço para se mexer e você se sente mais a vontade. Essa é uma das dicas mais valiosas que Thérése Bertherat mestra da antiginástica dá em seus livros. Ela descreve  qualidade básica: “…todos os sapatos deveriam possibilitar que se coloque os pés no chão e que se ande”. Há um método infalível quando se pretende comprar um bom sapato: pise sobre ele com todo o peso do corpo: o ideal é que sobre entre um e dois centímetros na frente e meio nas laterais. A ponta do sapato deve ser alta e flexível para não prejudicar a articulação dos dedos. E o salto deve ter no máximo três centímetros e meio (o melhor mesmo é dois). Assim o peso do corpo  fica entre as porções anterior e posterior do pé. Esses cuidados são essenciais quando se pensa que calos e joanetes são provocados na maioria das vezes, pelo uso constante de sapatos apertados, saltos muito altos ou modelos de bico fino. Não se iluda com a ideia de que sapatos laceiam; eles apenas adquirem os vícios do pé.

Regra número dois: procure trocar de par todos os dias, tempo mínimo para ventilar. Prefira meias de algodão, que absorvem melhor a transpiração, e sem costuras que  pressionem os dedos. A melhor maneira de tratar os doloridos calos é procurar um especialista. Um costume perigoso é tentar destruí-los com lâmina, tesoura ou qualquer outro instrumento cortante. A podóloga não recomenda calicidas, porque , se usados indiscriminadamente podem ulcerar o tecido. Só uma boa higienização do pés e sapatos ao ar livre é capaz de combater aquele odor característico que se instala depois de um dia inteiro calçado. Se preferir usar uma receita caseira em vez de produtos industrializados. Nanci ensina uma bastante simples: prepare dois litros de chá preto; deixe esfriar, depois mergulhe os pés nessa solução durante 15 ou 20 minutos todos os dias até completar um mês, prazo suficiente para que esse método surta  efeito.

(por Ana Tereza Clemente: reportagem Regina Teixeira)

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